quinta-feira, 2 de agosto de 2012

* As diferenças sobre o foco de atuação do profissional Psicólogo : Uma visão particular *

Devo dizer que o estudante que optou Psicologia, fez uma ousada escolha, pois ingressa em um mundo de freqüentes provações onde não apenas conteúdos práticos são aprendidos, como o autoconhecimento é proporcionado de várias formas. Tudo para que possamos nos tornar pessoas melhores, com maturidade e aptidão para encarar diferentes realidades de cada Ser humano. Realidades nem sempre belas, mas com certeza respeitáveis.
Quando o estudante de Psicologia se forma, deixa uma etapa para traz: a etapa do estudo constante, das provas e avaliações.  E o fato é que quando o período de faculdade  se encerra, afinal 5 anos! Deparamos-nos com o mercado de trabalho e junto com ele, algumas dúvidas: para onde seguirei? Afinal qual é o meu caminho.  
Compartilhando um pouco mais da minha história, posso dizer que atuei na área de Recursos Humanos com foco em Seleção desde o primeiro ano de faculdade. Não tendo tempo para me aprofundar em outras áreas, embora eu sempre tivesse a certeza e a consciência de que a Psicologia era muito mais do que selecionar pessoas qualificadas e adequadas para cargos e funções compatíveis.  
Atualmente após aproximadamente 1 ano de formada, sinto falta do embasamento teórico e prático que tive durante minha formação e posso notar sutis diferenças de um Psicólogo que atua na área Clínica de um mesmo profissional que atua na área Organizacional, a lógica, o pensamento, opiniões e assuntos são outros...
Há uma cobrança compreensível da sociedade sob o Psicólogo formado, para que ele esteja capacitado para atuar em múltiplas áreas, entretanto, o direcionamento dado pela área de trabalho escolhida é o que fará dele de fato apto e especializado a responder por determinado assunto.
Descrevo tudo isso, pois neste momento reconheço a importância de se estar sempre atualizado ( independente da profissão) e em busca de funções e atividades que sejam coerentes com nossos valores. Percebo-me distante de assuntos da Psicologia Clínica, onde a análise, reflexão e debate se fazem presentes visando sempre à saúde do indivíduo. Sinto-me apta para analisar dados e resultados de muitos aspectos em Gestão de pessoas, mas não familiarizada ao contexto da associação livre, por exemplo.
Essas reflexões me fizeram lembrar que assumi um compromisso comigo e com a sociedade ao me formar como Psicóloga: a de ser uma eterna estudante da Psiquê Humana e atuante na defesa de assuntos relacionados à promoção de saúde e bem estar do ser humano independente da circunstância.
Em resumo, honestamente o que tenho aprendido nestes últimos dias em contato com a Dança o qual despertou em minha alma a sede de conhecimento e compreensão entre a conexão: corpo e mente e  profissionais Psicólogos atuantes na área Clínica é que não devemos deixar que a rotina ou o básico ( famoso feijão com arroz do dia-a-dia) absorva nossa real essência.
E esta "essência" está dentro de nós, por vezes esquecida ou adormecida, mas sempre presente.
A melhor solução para explorá-la é expor-se em situações diversas, principalmente as que proponham uma condição de auto-reflexão, conhecimento, bem como troca de experiências.

Agradeço por compartilhar um pedaço de minha história e palavras que com certeza terão forte impacto em minhas ações futuras...

Um forte abraço...

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